Descoberta promete reativar defesa imunológica contra tumores

Richard Riviere
30 de novembro de 2025
Seta apontando para baixo.
Descoberta promete reativar defesa imunológica contra tumores

Descoberta promete reativar defesa imunológica contra tumores. Estudo aponta novo alvo molecular e possíveis tratamentos futuros.

Um estudo publicado na Nature Immunology identificou um mecanismo que ajuda a explicar por que o sistema imunológico perde força diante de tumores avançados. Ele também mostrou que bloquear esse processo pode reativar o ataque das células T. 

A pesquisa, desenvolvida por instituições como Weill Cornell Medicine, Memorial Sloan Kettering e Parker Institute, aponta uma possível estratégia para impulsionar a imunoterapia, especialmente em casos resistentes ao tratamento.

Como o estudo aconteceu?

Os pesquisadores investigaram o comportamento das células T, que são fundamentais no combate ao câncer. Porém, elas podem entrar em um estado conhecido como exaustão imunológica. 

Nessa condição, elas continuam reconhecendo o tumor, porém perdem a capacidade de atacar com eficiência. 

Para entender esse desgaste, a equipe analisou o papel da molécula CD47, que tradicionalmente é conhecida como um “sinal de proteção” usado por células tumorais para evitarem ser destruídas.

Nesse sentido, ao observar modelos animais, os cientistas notaram que as próprias células T exaustas começam a produzir grandes quantidades de CD47. 

Em ratos geneticamente modificados para não expressar essa molécula, os tumores cresciam menos e as células de defesa permaneciam mais ativas. 

Ou seja, a descoberta sugere que o CD47 produzido pelas células T funciona como um freio interno da resposta imune.

A pesquisa avançou ao identificar outra peça-chave: a proteína TSP-1. Tumores metastáticos liberam grandes quantidades dessa molécula, que se liga ao CD47 nas células T e envia um comando para que elas reduzam sua atividade. 

Em experimentos com animais sem TSP-1, a resistência à exaustão também aumentou, reforçando a ideia de que o eixo CD47–TSP-1 é determinante para desativar a resposta imunológica.

O que os pesquisadores descobriram?

Assim, para testar se seria possível interromper esse processo, os pesquisadores utilizaram um peptídeo experimental chamado TAX2. O composto impede a ligação entre TSP-1 e CD47, evitando o comando de desligamento. 

Nos testes, as células T voltaram a produzir citocinas, conseguiram penetrar melhor nos tumores e retardaram o crescimento de melanomas e câncer colorretal. 

Os resultados foram ainda mais promissores quando o TAX2 foi combinado à imunoterapia anti-PD1, indicando que a abordagem poderia ajudar pacientes que não respondem mais ao tratamento convencional.

Limitações e próximos passos

Os autores ressaltam que os achados ainda precisam ser validados em estudos clínicos. Desse modo, é necessário desenvolver versões seguras dos compostos capazes de bloquear o eixo CD47–TSP-1 em humanos e entender possíveis efeitos colaterais. 

Mesmo assim, especialistas apontam que a descoberta abre novas perspectivas para fortalecer a imunoterapia e reduzir o impacto da exaustão das células T, um dos principais entraves no tratamento do câncer avançado.

Saiba mais em: G1 Saúde

Richard Riviere

Especialista em Saúde Digital, CEO e Co-Fundador da Versatilis System, o sistema de gestão DEFINITIVO das clínicas do Brasil.

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