Brasil inaugurou maior fábrica de mosquitos do mundo para combater à dengue e outras doenças. Tecnologia não faz mal a seres humanos.
No sábado, dia 19 de julho, o Brasil inaugurou em Curitiba a maior fábrica de mosquitos do mundo. O objetivo é o combate à dengue e outras doenças, como zika e chikungunya.
Para isso, foram coletadas centenas de larvas do Aedes Aegypti, movidas em lâminas de vidro. Assim, durante o processo, ocorre a separação das fêmeas dos machos. A produção das larvas aconteceu em uma fábrica em Curitiba.
Esses mosquitos irão nascer e crescer com a vigilância de profissionais, possuindo uma bactéria chamada “wolbachia”. Essa bactéria não faz mal aos seres humanos e, no Aedes Aegypti, impede a replicação das doenças, como zika e dengue.
Segundo o diretor presidente da Wolbito Brasil, Luciano Moreira:
“Fazendo a liberação desses mosquitos em campo, eles vão substituir a população de mosquitos ali existentes que transmitiam as doenças por esses mosquitos que não vão transmitir.”
Como a fábrica irá atuar?
A fábrica de Curitiba deve produzir 100 milhões de ovos por semana. Esta é a maior biofábrica do mundo e, em um ano, serão mais de 5 bilhões de ovos. O Ministério da Saúde decidirá onde os mosquitos serão distribuídos.
Nesse sentido, seis cidades estão na lista para receber a primeira leva de mosquitos em agosto. São elas Brasília (DF), Valparaiso de Goiás (GO), Luziania (GO), Joinville (SC), Balneário Camboriú (SC) e Blumenau (SC).
O foco são as cidades prioritárias, com um risco maior de transmissão de doenças em 18 estados do país. Desse modo, com a distribuição, a expectativa é proteger 140 milhões de brasileiros.
Vários países já utilizam a tecnologia, cuja eficácia está comprovada. No Brasil, algumas cidades, como Niterói (RJ), receberam o método e conseguiram reduzir em até 70% casos de dengue, além disso, ocorreram impactos positivos nas doenças zika e chikungunya.
Ainda assim, mesmo com a ajuda da tecnologia, especialistas ressaltam a importância da prevenção em cada casa. Por isso, o combate aos focos de dengue evitando água parada e observando larvas deve continuar.
Saiba mais em: G1 Jornal Nacional.





