O código CID M23.1 refere-se ao menisco discóide congênito, uma condição anatômica em que o menisco do joelho apresenta uma forma anormal de disco de maneira congênita, ou seja, presente desde o nascimento. O menisco é uma estrutura cartilaginosa em forma de meia-lua que atua como amortecedor e estabilizador da articulação do joelho, facilitando movimentos suaves e absorvendo impactos. Na variante discóide, esse menisco apresenta um formato mais circular ou de disco, o que pode predispor a problemas futuros, como rupturas e dores crônicas, devido à maior fragilidade ou desajuste na articulação. A causa principal é uma anomalia do desenvolvimento fetal durante a formação do joelho. Sintomas comuns são dor, inchaço, sensação de bloqueio ou estalidos ao movimentar a perna. O diagnóstico é feito por meio de ressonância magnética, que revela a forma discóide do menisco. O tratamento pode envolver fisioterapia, modificação das atividades e, em alguns casos, cirurgia artroscópica para reparo ou remoção da porção afetada. A prevenção é limitada, mas a avaliação precoce e o acompanhamento ortopédico ajudam a evitar complicações.
